Começo, tropeço, na dor estremeço,
neste pântano, parco de sol, onde teimo em morar.
Solto um gemido rasgado, a transbordar,
sou alma magoada, baú de quem não esqueço.
Vagueio sem destino, no limbo do sentimento,
preso aos teus lábios, saudosos em meu peito,
náufrago encalhado no gosto do teu leito,
caio feito poeira - por ti -, ergo-me tormento.
Afundo-me, terra de cansaço, engulo a medo,
uma lágrima amordaçada, calada no oceano.
- Chega-te, vendedor de sonhos, faz-te a mim!
Traz-me pequenos nadas, aflora-me em segredo,
adoça-me a voz, embala – a alma -, o corpo insano.
Enrola-me o olhar, a vida contigo, por dentro assim!
Reescreve-me, pousa-me na pele, apenas um dedo,
desprende de mim a tristeza, toca-me profano.
Sufoca em mim as palavras – as últimas -, o fim!
neste pântano, parco de sol, onde teimo em morar.
Solto um gemido rasgado, a transbordar,
sou alma magoada, baú de quem não esqueço.
Vagueio sem destino, no limbo do sentimento,
preso aos teus lábios, saudosos em meu peito,
náufrago encalhado no gosto do teu leito,
caio feito poeira - por ti -, ergo-me tormento.
Afundo-me, terra de cansaço, engulo a medo,
uma lágrima amordaçada, calada no oceano.
- Chega-te, vendedor de sonhos, faz-te a mim!
Traz-me pequenos nadas, aflora-me em segredo,
adoça-me a voz, embala – a alma -, o corpo insano.
Enrola-me o olhar, a vida contigo, por dentro assim!
Reescreve-me, pousa-me na pele, apenas um dedo,
desprende de mim a tristeza, toca-me profano.
Sufoca em mim as palavras – as últimas -, o fim!
- Thais R.
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