Hoje o dia raiou nublado
Aqui em Minas Gerais.
O céu anuviado.
Logo pela manhã,
Eu o vi.
Olhos sorrindo,
Riso solar.
Abraçou-me.
O amei,
Conversamos sobre coisas banais,
Tentei dormir no seu peito,
Ele me fazia repousar.
Dos braços dele, fiz lar.
Ele me olhou e disse que me amava.
O amei.
Nos abraçamos,
Nos amamos,
Nos deixamos um no outro.
O amei.
Mas algo estava errado,
Ele disse que eu não entenderia,
Não entendi.
Diz ele que noite passada até chorou,
Mesmo assim,
O amei.
O abracei,
Fez meus braços de lar.
Mas ele não permaneceu muito por lá.
Ele precisava ir embora,
Mas eu não queria que fosse.
Queria a sua presença,
Mesmo que daquela forma.
Eu o olhei,
Meus olhos iam começar a chover,
Ele ainda se importava comigo?
Eu só queria que esse momento,
Nunca tivesse acabado.
Pois,
Naquele instante,
Mesmo que triste,
Estranhamente,
Em mais do que qualquer outro,
O amei.
Mas ele se foi.
Só iria o ver
Depois de três dias, talvez.
Eu não aguentaria.
Me desesperei,
Mandei mensagens,
Chorei.
Desabei o meu mundo.
Mas mesmo assim,
O amei.
Mas como pude?
Como pude pensar em ir embora?
O fiz se desesperar.
Coloquei seu coração,
A mais forte palpitar.
Como pude?
Mil desculpas,
Rosas mil,
O que fiz?
Nada conserta seu coração.
Agora é incerto.
Quanto a mim,
Ele acha que eu me vou,
Mas não.
Eu não posso.
Nem que quisesse,
Conseguiria.
Pois desde a primeira impressão,
O amei.
Desde a primeira canção,
O amei.
Desde o primeiro beijo,
O amei.
Não tem como.
Não há chances.
Nem possibilidades.
Nem um jeito.
Nem uma forma.
De viver sem ele.
Pois desde sempre,
O amei.
Sabe, o dia não foi dos melhores.
O tempo de choro,
Foi um dos maiores.
Essa poesia,
Não foi lá, das minhas melhores,
Porém,
O amei
O amo.
O amarei.
Para sempre,
E sempre,
E sempre.
Pois ele é minha poesia favorita.
Meu assunto predileto.
A melhor parte do meu dia.
A melhor coisa da minha vida.
O meu ser-humano preferido.
Ele é um sonho,
Que eu projetei.
Inteiramente perfeito,
Do jeito que eu imaginei,
Não é de se imaginar,
Que desde a primeira olhadela,
O amei.
Mas,
Tola que eu sou,
O magoei,
Não sei o que fazer,
Para deixá-lo bem.
Mas ele sabe,
Desde sempre
Meu amor,
Eu o amei.
Quero com ele casar,
Mas ele,
Já não sei.
Me corta o coração,
Pensar nessas coisas.
Nem quero falar,
Nem pensar em pensar.
Porém,
Os meus pensamentos,
São minha sentença.
E eles me machucam,
Feito faca afiada.
Que perfura o peito.
Queria que ele soubesse,
Do meu amor,
Que agora já é maior.
Tanto amor contido,
Deve fazer até mal.
Mas desde que eu esteja contigo,
Esta tudo bem,
Meu bem,
Não me leve a mal,
Pois desde o primeiro acorde desde canção,
Desde o primeiro verso desse poema,
Desde a primeira palavra desse idioma,
Eu o amei.
(e como amei).
-Thais R.
sexta-feira, 25 de março de 2016
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