segunda-feira, 29 de maio de 2017

9 de Abril de 2017, nosso pequeno fim #38

Há uma poesia que nunca terminei, porque ela dependia de você.

Um texto a quatro mãos, um conto perdido no espaço e que envolvia chá e café.

Você partiu antes de pensarmos em terminá-lo, então suspendemos o texto.

Já havíamos feito tanto um com o outro, não é mesmo? Batalhas, declarações, sorrisos, poesias endereçadas.

Não sei se conseguiríamos terminar o tal texto de forma convencional.

Tem a ver também com o fato de que você me disse que sabia escrever apenas sobre coisas românticas. Ora, praticamente a mesma coisa que eu.

Você disse que iria acabar falando de mim em algum texto caso fossemos escrever poesia novamente da forma que fazíamos. E eu acabaria fazendo isso também.

Por essas e outras razões, esquecemos a poesia. É o texto que nunca terminamos. É o café que eternamente queima. É o chá de manga que nos apaixona.

É a história sem ponto final.

no limite das emoções: um relato sobre o transtorno bipolar #55

existem dias e dias dias de calmaria onde parece que estou em um veleiro navegando em águas calmas, sinto o vento que impulsiona a  minha em...