Há uma poesia que nunca terminei, porque ela dependia de você.
Um texto a quatro mãos, um conto perdido no espaço e que envolvia chá e café.
Você partiu antes de pensarmos em terminá-lo, então suspendemos o texto.
Já havíamos feito tanto um com o outro, não é mesmo? Batalhas, declarações, sorrisos, poesias endereçadas.
Não sei se conseguiríamos terminar o tal texto de forma convencional.
Tem a ver também com o fato de que você me disse que sabia escrever apenas sobre coisas românticas. Ora, praticamente a mesma coisa que eu.
Você disse que iria acabar falando de mim em algum texto caso fossemos escrever poesia novamente da forma que fazíamos. E eu acabaria fazendo isso também.
Por essas e outras razões, esquecemos a poesia. É o texto que nunca terminamos. É o café que eternamente queima. É o chá de manga que nos apaixona.
É a história sem ponto final.
Assinar:
Comentários (Atom)
no limite das emoções: um relato sobre o transtorno bipolar #55
existem dias e dias dias de calmaria onde parece que estou em um veleiro navegando em águas calmas, sinto o vento que impulsiona a minha em...
-
Desapareceu, Sem deixar rastros sumiu. Talvez eu deveria fazer o mesmo, nem ligar, só partir. E aqui ficaria meu peito, estirado no chão...
-
Faz tempo, não faz? Tempo que não te escrevo que não me perco em palavras pra te desvendar Que nem sei por onde começar A prática anda t...
-
A única coisa que pedia era equilíbrio Você empurrava de um lado Eu do outro Assim ninguém cairia no precipício O acordo era mantermos ...